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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Filmes que marcaram época

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Assisti hoje ao filme ´E o Vento Levou´, uma super-produção hollywoodiana dos anos 30, uma história de amor sem grandes surpresas mas que, na minha opinião, nos deu um dos melhores filmes de todos os tempos. Aí eu me peguei pensando... Por quê eu gostei de ´E o Vento Levou´, mas acho simplesmente insuportáveis esses filmes românticos dos dias de hoje? Quer dizer, acho um desperdício de celulose filmes como ´Uma Linda Mulher´, ´Titanic´ e mais recentemente ´Crepúsculo´... Acho esses filmes simples, apelativos, melosos e o pior de tudo, pretensiosos... Fracos e dependentes de um sentimentalismo adolescente de terceira... Mas mesmo assim, existem muitos filmes de ´se esquecer o cérebro em casa´, superficiais de antigamente que acho muito superiores  e divertidos do que esses citados acima. Talvez por serem menos pretensiosos e não se ´ acharem´ demais, tentando ser oq nunca poderiam ser. E acho que está aí diferença desses filmes e os mais antigos... 

A clássica história de amor de Rhet Buttler e Scarlet O´Hara têm personagens fortes, linhas paralelas com histórias interessantes, além de obviamente ser muito melhor escrito do que os caça-níqueis atuais de adolescentes. Em vista disso decidi criar uma lista pessoal de filmes por assunto, colocarei aqui os 5 melhores filmes, que eu acho, dentro de certas categorias muito pessoais:


Meus melhores filmes de todos os tempos:




1 - O Poderoso Chefão I




 

 











2 - O Podereoso Chefão II





 







3 - O Sol é para todos (To Kill a Mockingbird)




 





4 - Quanto Mais Quente Melhor





 








5 - 2001: Uma Odisséia no Espaço











Agora as categorias pessoais:


Melhores filmes adolescentes da minha adolescência



 
1 - Curtindo a Vida Adoidado




 

2 - Clube dos Cinco






 
3 - Conta comigo




 

4 - Mulher Nota 1000




 

 

5 - Namorada de Aluguel










Melhores filmes da ´Sessão da Tarde´


 
1 - Fúria de Titãs





 
2 - Goonies






 
3 - As 7 faces do Dr. Lao








 
4 -Aventureiros do Bairro Proibido




 

5 - Karatê Kid





Melhores filmes ´cool´


 
1 - Blade Runner







 
2 - Cães de Aluguel





 
3 - Highlander (apenas o 1 !!!)









4 - The Matrix




 
5 - O Profissional











E alguém aqui gostaria de participar e colocar sua (ou suas) listas? E talvez começar uma conversa sobre o tema?


sábado, 12 de dezembro de 2009

Após roubo dos PM no caso AfroReggae, lei para instalar câmeras nas viaturas é aprovada no Rio.

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Um crime que chocou a sociedade e poderia ficar sem punição: se não fossem câmeras de segurança de prédios vizinhos, não seria possível ver os policiais militares levarem os pertences do coordenador do grupo AfroReggae, assassinado durante um assalto.


Por causa de registros como esse, a Assembléia Legislativa do Rio aprovou uma lei para instalar câmeras em todas as viaturas policiais. O governador Sérgio Cabral, no entanto, disse que existem outras prioridades na área de segurança e vetou o projeto.


“A ideia é ótima, é muito boa, o problema é que a gente tem um cronograma de investimentos”, disse Cabral.


Os deputados estaduais derrubaram o veto e a lei entrou em vigor. Já há experiências em Santa Catarina. Nos Estados Unidos, há mais de uma década as câmeras mostram todo o trabalho dos policiais e as perseguições a bandidos.

PRF faz testes em estradas do Rio


A Polícia Rodoviária Federal já começou a fazer testes nas estradas do Rio. As câmeras filmam sem interrupção e os policiais não têm acesso ao material. Toda a abordagem é gravada.

Além de captar as imagens externas, o equipamento também grava todo o áudio dentro do próprio carro da polícia. Como uma caixa preta de avião, tudo o que os policiais conversam dentro do veículo antes, durante e depois das abordagens é registrado. E este é um dos pontos que está mais provocando polêmica.

Mas a Associação de Cabos e Soldados da PM do Rio é contra a iniciativa. “Ela entra na privacidade do trabalho policial, porque está generalizando, está classificando todos como criminosos, quando na realidade a maioria não pratica crime. O policial vai se sentir fiscalizado, afrontado, agredido na sua integridade moral”, disse Wanderley Ribeiro, da associação.

Mais segurança para policiais


Para Paulo Scorani, ex-subcomandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite da Polícia Militar, o equipamento pode aumentar a segurança da população e dos próprios policiais.

“É a policia estar vigiando, a sociedade estar vigiando o trabalho do seu policial. Eu não vejo nenhum problema nisso, dentro de um princípio democrático”, disse.


Diferente do que acontece em outros países essa lei visa ´vigiar´ os policiais. Agora a pergunta é: Será que  polícia está tão em baixa que necessita desse tipo de instrumento? Está sim. E isso acontece por uma série de fatores... A profissão é totalmente desprestigiada, com salários baixos,  muitos policiais estão lá para se locupletar com a corrupção mesmo. Alguns fazem ´bicos´, pois o salário não basta para sustentar uam família, e aí começa a inversão de valores... Os salários são baixos... Ok... Mas NADA justifica a corrupção, em qualquer nível, sobretudo da polícia. E nós incentivamos isso, quando damos o dinheiro da ´cervejinha´ para passarmos incólumes por alguma problema. E essas mesmas pessoas que pagam a ´cervejinha´ ficam ´chocadas´ quando vêem na TV os policiais roubando, achacando...

Penso que a solução para isso tudo é um conjunto de fatores, primeiro a DESpopularização da corrupção (ela virou regra, não exceção), isso passa pelos níveis mais baixos (o nosso dia-a-dia) e pelos exemplos nos níveis mais altos (nossos governantes). Segundo, darmos melhores condições para quem arrisca (em tese) a vida pela nossa segurança E termos uma melhor seleção desses profissionais...

Outro dia uma amiga minha disse que estava sendo furtada e segurou o ladrão antes que ele conseguisse se livrar, berrou para ser atendida por um policial, que preferiu ignorá-la... Quando ele, finalmente, não pôde mais ignorar os berros dirigidos na sua direção, atitude do policial foi sugerir que ela largasse o bandido e o deixasse ir embora... Ela ficou chocada e chamou outros policiais... Esses sim agiram como policais e acabaram por prender o bandido... Claro, o policial sonolento e vagabundo sumiu rapidinho da cena...

Enfim, também tenho histórias pessoais parecidas com essa da minha amiga que usei para ilustrar o despreparo e falta de vontade de boa parte da corporação (boa parte, não todos, deixemos bem claro)... A mim essa ´solução´ de colocar câmera nos carros de policiais é apenas uam medida paliativa que passa ao largo da raiz do problema. E como toda medida paliativa, de cunho eleitoral, empurra com a barriga e afasta uma discussão mais profunda sobre o tema (não que eu seja contra colocar a câmera nos carros policiais, eu apenas acho que isso não resolverá de forma contundente nossos problemas com a polícia)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O suicídio de Leila Lopes, (a ex-atriz da Globo que também fez filme pornô )

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Como a maioria das pessoas já sabe, a atriz Leila Lopes de 50 anos suicidou-se, deixando uma carta em que tenta expor um pouco de suas razões e sentimentos.

Nessa carta a atriz parece sentir um pouco de confusão e também muita amargura, mágoa, medo e muitos outros sentimentos (inclusive afirmou estar feliz). Não importa a razão final que levou a atriz a esse ato tão desesperador, são muitas as causas que podem levar a isso, mas todas têm um ingrediente em comum: Uma profunda dor... Tirar a própria vida vai contra o nosso próprio instinto de auto-preservação, para se atentar algo desse naipe é preciso que a dor seja imensa, tão grande que esse instinto que todo ser vivo têm, de buscar sempre a sobrevivência, fica ´amortecido´. Não, suicídio não é um ato de coragem, nem tampouco de covardia. É um ato de desespero, um grito contra a dor... Antes de entendermos o que levou alguém ao suicídio (que é apenas o passo final de um processo que vêm de longe) devemos entender que, se alguém se suicidou, o fez porque provavelmente não foi ouvido ou não conseguiu ser ouvido em sua dor e angústia. 


Quando o ser humano não têm uma válvula de escape para suas dores, angústias ele acaba por ´explodir´ de uma forma física, podendo machucar a si ou a outros. Ouvir o outro (ouvir não é escutar!) é essencial para diminuir essa panela de pressão que está se formando e que dá quase sempre sinais gritantes. Mas ouvir é respeitar a dor do outro, acolher, e não comparar os problemas do outro com os seus, minimizando assim o que o outro está sentindo. Ouvir é compreender, ser respeitoso com o que o outro sente, não interromper para ´opinar´ ou ´aconselhar´ (fazendo isso nos colocamos numa posição de superioridade que impede que OUÇAMOS o outro). O acolhimento que damos, com carinho e amor, ao outro que nos conta sobre suas dores mais profundas é um bálsamo que pode ajudar a ´diminuir a água do copo´

Se essa tragédia trouxe algo de bom é a reflexão (não o julgamento) sobre como é importante ouvir o outro para que ele não tenha que escrever uma carta de despedida falando de todos os sentimentos reprimidos que não pôde falar enquanto com vida.

Vale ressaltar que o C.V.V (Centro de Valorização da Vida), entidade filantrópica sem fins lucrativos faz esse trabalho de amparo emocional, ouvindo e acompanhando todos que gostariam de ter um ombro amigo, falar de seus problemas ou alegrias, mas não encontram com quem dividir, ou por medo do julgamento ou por medo da incompreensão. O telefone é 141 e o serviço é sigiloso, todos podem ligar, a qualquer momento, para bater um papo e refletir sobre si com alguém que certamente o acolherá e o compreenderá, sem julgamentos ou preconceitos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Amadurecer

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Cheguei à dura conclusão de que nunca estamos maduros. Isso não quer dizer que não nos sintamos maduros... Sim, nos sentimos maduros, até o minuto seguinte pelo menos... E nos sentimos maduros apenas para tropeçarmos em nossa falta de humildade no minuto seguinte...

Estamos sempre sob a manipulação de idéias, impostas externamente (na maioria das vezes de forma inconsciente e com a melhor das intenções)  por amigos, familiares, amantes... É tanto barulho, tanto ruído que é difícil ouvirmos o que a nossa própria voz fala... Então, simplesmente, deixamos que os outros nos levem, compramos o ideal e a idéia do outro, nos escoramos no que o outro pensa que é certo e assim não precisamos decidir, raciocinar, pois o outro deve saber mais do que eu.

Por isso, acho que o sinal de maturidade mais forte é saber que não existe o absolutamente certo e o absolutamente errado. Todos somos um amálgama de erros e acertos, todos que nos cercam, sem exceção, percorrem sua estrada, e essa estrada é tortuosa e ninguém sabe bem para onde vai levar ou se estamos no caminho certo.

Diante disso, o verdadeiro amadurecimento (será?) começa a despontar, devagarinho como o sol da manhã... E como o sol da manhã que ilumina os campos desintegrando a escuridão, a compreensão de que ninguém é perfeito e nem possui todas as respostas preenche a nossa consciência, desfazendo as decepções que temos com os outros diante de respostas incompletas ou incongruências.

É um processo muito difícil, que por termos sido durante toda a vida guiados, torna-se penoso e muitas vezes etéreo, sem substância, enfraquece. Volta e meia retornamos para o conforto da idéia do outro, como sendo  verdade que nos escapou e que, agora, nos salvará.

Certa feita alguém me disse que a estrada e o testemunho são solitários, e eu acho que é sim.... Afinal, o amadurecer é um caminho solitário.

Luis Fernando Veríssimo

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Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Meu nome é Crise

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(Por Frei Beto)


Há tempos não se falava tanto de mim como agora. Tudo por causa de uma crise no sistema financeiro. A África anda, também há tempos, em crise crônica – de democracia, de alimentos, de recursos; quem fala disso?


Existe ameaça de crise do petróleo; governantes e empresários parecem em pânico frente à possibilidade de não poder alimentar 800 milhões de veículos automotores que rodam sobre a face da Terra.

No último ano, devido ao aumento do preço dos alimentos, o número de famintos crônicos subiu de 840 milhões para 950 milhões, segundo a FAO; mas quem se preocupa em alimentar miseráveis?


Meu nome deriva do grego krísis, discernir, escolher, distinguir – enfim, ter olhos críticos. Trago também familiaridade com o verbo acrisolar, purificar. Ao contrário do que supõe o senso comum, não sou, em si, negativa. Faço parte da evolução da natureza.

Houve uma crise cósmica quando uma velha estrela, paradoxalmente chamada supernova, explodiu há 5 bilhões de anos; seus cacos, arremessados pelo espaço, deram origem ao sistema solar. O sol é um pedaço de supernova dotado de calor próprio. A Terra e os demais planetas, cacos incandescentes que, aos poucos, se resfriaram. Daqui a 5 bilhões de anos o sol, agonizante, também verá sua obesidade dilatada até se esfacelar nos abismos siderais.


Todos nós, leitores, passamos pela crise da puberdade. Doeu ver-nos expulsos do reino da fantasia, a infância, para abraçar o da realidade! Nem todos, entretanto, fazem essa travessia sem riscos. Há adolescentes de tal modo submersos na fantasia que, frente aos indícios da idade adulta, que consiste em encarar a realidade, preferem se refugiar nas drogas. E há adultos que, desprovidos do senso de ridículo, vivem em crise de adolescência…


Resulto da contradição inerente aos seres humanos. Não há quem não traga em si o seu oposto. Quantas vezes, no trânsito, o mais amável cidadão arremessa o carro sobre a faixa de pedestres; a gentil donzela enfia a mão na buzina; o aplicado estudante acelera além da conveniência! Não é fácil conciliar o modo de pensar com o modo de agir.


Estou muito presente nas relações conjugais desprovidas de valores arraigados. Sobretudo quando a nudez de corpos não traduz a de espíritos e o não-dito prevalece sobre o dito. Felizmente muitos casais conseguem me superar através do diálogo, da terapia, da descoberta de que o amor é um exercício cotidiano de doação recíproca. O príncipe e a fada encantados habitam o ilusório castelo da imaginação.


Agora, assusto o cassino global da especulação financeira. Acreditou-se que o capitalismo fosse inabalável, sobretudo em sua versão neoliberal religiosamente apoiada em dogmas de fé: o livre mercado, a mão invisível, a capacidade de auto-regulação, a privatização do patrimônio público etc.


Dezenove anos após fazer estremecer o socialismo europeu, eis-me a gerar inquietação ao mercado. A lógica do bem-estar não lida com o imprevisto, o fracasso, o inusitado, essas coisas que decorrem de minha presença. Os governantes se apressam em tentar acalmar os ânimos como a tripulação do Titanic, enquanto a água inundava a quilha, ordenou à orquestra prosseguir a música…


Tenho duas faces. Uma, traz às minhas vítimas desespero, medo, inquietação. Atinge aquelas pessoas que não acreditavam em minha existência ou me encaravam como se eu fosse uma bruxa – figura mitológica do passado que já não representa nenhuma ameaça.


Minha outra face, a positiva, é a que a águia conhece aos 40 anos: as penas estão velhas, as garras desgastadas, o bico trincado. Então ela se isola durante 150 dias e arranca as penas, as garras, e quebra o bico. Espera, pacientemente, a renovação. Em seguida, voa saudável rumo a mais 30 anos de vida.


Sou presença frequente na experiência da fé. Muitos, ao passar de uma fé infantil à adulta, confundem o desmoronar da primeira com a inexistência da segunda; tornam-se ateus, indiferentes ou agnósticos. Não fazem a passagem do Deus “lá em cima” para o Deus “aqui dentro” do coração. Associam fé à culpa e não ao amor.


Acredito que este abalo na especulação financeira trará novos paradigmas à humanidade: menos consumismo e mais modéstia no padrão de vida; menos competição e mais solidariedade entre pessoas e empreendimentos; menos obsessão por dinheiro e mais por qualidade de vida.


Todas as vezes que irrompo na história ou na vida das pessoas, trago um recado: é hora de começar de novo. Quem puder entender, entenda.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Blecaute na sociedade ou sociedade em blecaute?

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Recentemente boa parte do país ficou às escuras, à luz de velas... Tal escuridão me trouxe certa reflexão sobre o que estamos fazendo com a nossa sociedade.


O blecaute causou um grande medo em decorrência da violência urbana que poderia explodir por conta da falta de luz e, consequentemente, da pouca visibilidade.


Ora, há pouco tempo a humanidade não tinha luz elétrica e certamente não vivia em pânico...


A questão é: Será que estamos com um medo exacerbado de nós mesmos, ou realmente algo aconteceu de lá para cá que faz com que nos sintamos mais inseguros se não estivermos sob a proteção da iluminação pública?


Creio que estamos com tanto medo de nós mesmos que qualquer coisa é motivo para acharmos que uma hecatombe irá ocorrer. Claro que a população aumentou, a desigualdade social embora não tenha aumentado, mas diminuído, está proporcionalmente mais angustiante pelo forte consumismo que nos cerca, ou seja temos muitos crimes porquê temos muito mais vontades a suprir e um número desproporcional de possibilidades de satisfazê-las.


Enquanto estava no escuro, ouvia o rádio uma correspondente carioca de uma rádio, em tom de extremo alarme, pedindo para as pessoas não saírem das ruas, que a situação poderia ficar crítica na Cidade Maravilhosa, e tudo mais... Pessoas ficaram dentro dos metrôs, com medo desaírem as ruas por causa do escuro... Fiquei imaginando como explicar essa cena há 200 anos atrás... Quão hilário e patético seria para alguém daquela época.


Nos faz pensar o quão emocionalmente frágeis nós estamos em decorrência dos nosso medos e das nossa dependência da tecnologia. Acredito que perdemos um pouco da nossa humanidade, da nossa força interior, da nossa confiança no outro e trocamos tudo isso pelo medo, como uma criança que tanto têm que não percebe que o próprio medo de perder algo já faz com que ela tenha perdido o mais importante: Si mesma.