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terça-feira, 1 de outubro de 2013

PNAD 2012 e a imprensa

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Foi divulgado em 27 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) com dados referentes a 2012. Essa pesquisa é realizada, como o próprio nome já diz, por amostragem domiciliar. Ao contrário do Censo que cataloga todos os habitantes do Brasil. Na pesquisa se busca identificar indicadores dos mais variados tipos: escolaridade, renda, acesso a bens de consumo e a serviços básicos. Ela é realizada todos os anos.

Nos últimos números divulgados, percebem-se claramente como os indicadores sociais e dados de consumo melhoraram no país. Em todas as regiões brasileiras o rendimento médio mensal dos trabalhadores com mais de 15 anos cresceu 5,8%. A taxa de desocupação variou para baixo em relação a 2011, passou de 6,7% para 6,1% e o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 3,2% em um ano.

Há infelizmente, um aumento, mesmo que pequeno, na desigualdade de renda entre homens e mulheres. E há uma variação – se é que se pode chamar assim – de 0,1% do número de analfabetos com 15 anos ou mais no Brasil.


Uma variante mais do insignificante do ponto de vista estatístico. Porém isso não significa que o dado em si deve ser alvo de atenção. E, ao contrário do que a “grande imprensa” noticiou como sendo – ou dando a entender – “culpa” do governo federal a “exorbitante” variação desse índice, a educação básica é de responsabilidade, prioritariamente, dos municípios, com algumas escolas públicas estaduais com essa faixa de ensino.

Outro dado que chama a atenção é que diminuiu o percentual de pessoas com 25 anos ou mais sem instrução ou com menos de um ano de estudo. Passou de 15,1% para 11,9%. E o número de pessoas com nível superior completo no Brasil passou de 11,4% para 12%, um total de 14,2 milhões de pessoas.

Vivemos no país onde a “grande imprensa” usa a desinformação como instrumento de medo. Medo de que as coisas acabem, de que o que foi conquistado escoa pelo ralo. Nossa grande mídia alimenta o ódio de classe encruado em boa parte da chama classe média que, ao ver os trabalhadores passando a ter condições de frequentar lugares antes exclusivos dos ”sustentadores do país” – como faculdades, shoppings e aeroportos –, expõe todo seu ranço.

A PNAD possui diversos indicadores onde se permite estudar um pouco da realidade brasileira em 2012, mas para não perder o costume, a ênfase foi em um dado que variou 0,1%. Talvez esse seja o grau de confiabilidade dos autoproclamados “grandes” na imprensa brasileira.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Emprego Público, a solução de todos os males?

3 comentários:


No resto do mundo, o funcionário público é muito desvalorizado, goza de uma reputação não muito honrosa de trabalhador de segundo escalão...


No Brasil, hoje, isso é bem diferente... Tendo em vista em especial a estabilidade e altos salários (em média maior do que da iniciativa privada), muitos profissionais de alto gabarito procuram a carreira pública.


Isso têm seu lado positivo e negativo..... Sem dúvida é positivo ter servidores públicos de alto nível, eis que um bom serviço público é essencial para o funcionamento estatal... O lado negativo é que, por força da estabilidade, o servidor público acaba ganhando uma aura de ´intocável´, de ´realeza´ (em especial nas mãos de juízes).


Paradoxalmente, grande parte dos servidores públicos trabalham em condições terríveis, eis que o emprego público é totalmente dependente da boa vontade do poder executivo, e melhoria de condições de emprego público não dá voto a ninguém, portanto...


Sem adentrar na discussão sobre se o serviço público como está , se é um modelo ideal ou não, o fato inegável é que a garantia de estabilidade somada a razoável ganho (de parte do servidor público, deixemos isso claro) oferece uma luz no fim do túnel para muitos e é uma opção concreta de segurança financeira.


Mas a concorrência é enorme... Concurseiros profissionais se preparam com afinco para agarrar uma vaguinha pública, seja ela qual for... Hoje, a função pública não é questão de vocação, mas de bóia de salva-vidas... Com isso temos muitas bóias para o sempre enorme número de náufragos, e quando algum agarra sua bóia, a tendência é... relaxar...


Claro, não quero generalizar, muitos escolhem o serviço público com excelentes intenções, alguns pode-se dizer até, têm vontade de fazer algo pelo País. Mas quando se vê milhões (não, não quis dizer milhares, quis dizer milhões sim) procurando uma vaga, QUALQUER vaga, não posso deixar de concluir que têm algo de errado, tanto de um lado quanto do outro... O resultado é que temos juízes despreparados, que o são apenas por uma questão de ego, sem a sensibilidade humana necessária para esse cargo... Cartorários que se escondem atrás da burocracia para atender pior a comunidade... Não há como negar que quanto  ´mais alto´ o cargo, pior a situação, guardando o devido cuidado com as generalizações (conheço muitos juízes e promotores de tirar o chapéu, preocupados com a coisa pública, mas para cada um desses há uma infinidade de mediocridade humana, e TODOS sem exceção, dos que se consideram ´superiores´ e agem como o tal, tem um problema tremendo de baixa auto-estima e grave alienação social).


Sou francamente favorável ao fim da estabilidade, desde que haja um mecanismo de segurança que impeça a mudança de cargo ao bel prazer dos nossos políticos fisiologistas... Assim como sou a favor da valorização do bom funcionário público que sempre paga o pato pelo mau funcionário, valorização essa que passa por uma melhor distribuição de salários e condições dignas para que o funcionário público se sinta confortável o suficiente para querer trabalhar com afinco e responsabilidade, atendendo ao melhor interesse da comunidade (e não da burrocracia).