Não resisti, estou de férias, longe de tudo mas fiquei sabendo do que o Sr. Boris Casoy fez...
Em off, Boris Casoy, após a apresentação de dois garis, que desejaram um bom-ano no Jornal da Band no dia 31 de dezembro de 2009, o sempre falso Boris Casoy largou a seguinte frase "Que merda… Dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… Dois lixeiros… O mais baixo da escala do trabalho”.
Com isso o Casoy mostrou todo o seu desprezo, prepotência e arrogância, além de despreparo e falta de inteligência, que não conseguiu aplacar com sua entrevista à Folha de São Paulo em que pede desculpas pelo ocorrido porém, na mesma entrevista, demonstra não se arrepender ao dizer que a ´infelicidade´ foi o microfone estar aberto...("Foi um erro. Vazou. Era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados"). Mas isso tudo, esse ranço contra a força popular, contra a democracia é totalmente explicável pela sua história
Para quem não sabe, o Boris Casoy, considerado por muitos incautos um grande jornalista, com seu bordão ´isso é uma vergonha´, tem um histórico que lhe persegue e perseguirá durante muito tempo. Foi membro do Comando de Caça a Comunistas (CCC), grupo ultra-direitista formado por alunos da Faculdade Mackenzie (SP) que apoiavam a ditadura militar e usavam de violência contra estudantes que lutavam contra a ditadura, em especial os alunos da filosofia da PUC/SP, sempre esteve na vanguarda da luta contra o Brasil, ajudou nos descalabros que os militares cometeram contra o nosso país, em especial no governo Médici, mas como temos uma memória curta, logo tornou-se um símbolo do jornalismo de vanguarda, desapegado e raivoso contra as ´injustiças´ (como as cometidas pela ditadura, que apoiou durante toda sua vida? não, certamente não..). Nessa época em que reconstruiu sua imagem (como é fácil fazer isso no nosso país sem memória), teve vários ´tropeços´, como quando praticamente elegeu Jânio Quadros, o maluco ultra-direitista, prefeito de São Paulo ao questionar o candidato líder nas pesquisas na época, Fernando Henrique Cardoso, se ele acreditava em Deus... Também criticou ferozmente o governo Lula, não perdendo oportunidade de diminuir o ex-torneiro mecânico que se tornou o presidente mais popular do mundo.
Boris Casoy faz parte de uma estirpe de ´jornalistas´ que utilizam o quarto poder para fazer valer sua ignorância e seus preconceitos (não são a mesma coisa?), mantendo um glamour por fora e toda sua falta de ética por dentro. Incrivelmente fazem da sua ignorância, prepotência e orgulho um ´estilo´ de vanguarda. Sua falta de ética transforma-se em ´liberdade e desapego´, seu ódio se transforma em ´crítica racional´ e, pior, seus interesses pessoais transformam-se em ´interesse popular´... Dessa tipo temos Armando Nogueira, que editou o Jornal Nacional de modo que o debate entre Lula e Collor parecesse uma surra do segundo sobre o primeiro, e agora posa de ´poeta do esporte´, reverenciado pelos sem-memória.... Diogo Mainardi, dos Civita, colunista na revista Veja e pensa ser o novo Paulo Francis, confundindo talento com polêmica, sempre a serviço dos interesses maiores dos menores...
Em tempo, os garis trabalham muito e recebem pouco, são eles que limpam o chão que nós sujamos e sem eles teríamos ainda maiores problemas de enchentes e saúde pública. São poucos da ´elite´ que têm a grandeza de alma de se sujeitar a esse labor todo em troca de tão pouco, e ainda das humilhações que muitas vezes sofrem por parte daqueles que não têm metade do seu valor...
Não era para eu postar nada nessas férias, porém não resisti....
