Pages

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

São Paulo à Lápis: Exposição no metrô Sé, de Marcelo Senna.




Antes de mais nada quero pedir desculpas pela morosidade em atualizar esse blog. Estou trabalhando bastante, o que tomou muito tempo nesses últimos dias. Felizmente espero voltar ao ritmo normal agora...


Bom, essa postagem de hoje é sobre algo que eu aprecio muito, arte urbana... Estava eu no metrô Sé, no centro de São Paulo e encontrei uma excelente oportunidade para fugir um pouco do caos do metrô e me deliciei com a arte de Marcelo Senna, que está em exposição no metrô Sé... O que me atrai nesse tipo de obra é a eletricidade que o ambiente urbano traz à tona e é muito bem captado por alguns artistas. No caso da exposição da Sé pode-se notar um pouco de problemas em relação à perspectiva em algumas obras, porém é inegável a energia da obra e a qualidade como um todo...


Ver essa obra me fez pensar o quão urbano eu sou... Gosto muito do campo, da praia, da paz, mas tudo isso é um tanto distante para mim, meio alienígena... Sabe aquela sensação que se têm de e gostar de algo, mas de não pertencer a isso e ter até um pouco de medo de que aquilo que gostamos, seja, na verdade, mais uma ilusão criada por uma esperança de uma ´terra melhor´ do que realidade? Poisé, é mais ou menso o que eu sinto... Sei intelectual e sentimentalmente que a paz do campo, da praia, da natureza é melhor do que a loucura urbana, mas temo estar já muito ´contaminado´ com isso a ponto de talvez não me adaptar a um lugar sem essa energia vibrante, caótica de uma grande cidade...


Voltando a arte urbana, achei interessante também se trazer esse tipo de cultura para o público em geral, principalmente essa do Marcelo Senna, bem no meio do metrô mais movimentado de São Paulo...

7 comentários:

Daniel disse...

Provavelmente essa novidade no metrô Sé é desse ano, e esse ano ainda não fui ao metrô Sé. Ano passado tinha Jazz ao vivo no metrô Sé às 18:00, e se não me engano, todos os dias. Acho essa inciative muito boa, pois muitas pessoas que circulam por lá não tem oportunidade de pagar por isso.

Abs

rattleheadbrasil disse...

Boa tarde meu brother! Devido a natureza do meu trabalho já estive no campo, por diversas vezes, próximo a natureza, as vezes, por um longo período, mas tudo é muito bonito até um determinado momento, depois sente-se falta da agitação urbana, pois somos filhos dela, de repente, se tivéssemos o tempo todo no campo, desde criança a realidade seria outra, mas agora, depois de descobrir, refrigerante, cerveja, outback, mcdonald´s, internet, e outras coisas "indispensáveis" para o ser humano fica difícil abdicar delas. Sobre as obras, sensacionais, mostram o quão vasto e variado é o dom artístico do nosso querido povo tupiniquim. Abraços, VIDA LONGA E PRÓSPERA!

Lis. disse...

Olá...

E pelo visto as cores acinzentadas ou diria empoeiradas pela fuligem urbana também está presente nas obras de Marcelo Senna.

Foi lendo o seu texto que relembrei em antigo estudo afirmando que o vicio começa através do hábito, passando pela mania, até quem sabe chegar nele. (no vicio).

Houve um dia em que eu estava transitando de mêtro com destino à estação Itaquera. Vinha da zona norte e ao fazer a baldeação na estação Sé do mêtro ouvi estampidos de armas de fogo, pessoas se jogando no chão, escondendo-se atrás de colunas, e gesticulando coisas que não entendia.

Tratava-se de uma perseguição policial à bandidos dentro da estação do mêtro Sé.

Sinceramente... Eu não tinha nada à ver com aquilo, mas fiquei muito P-U-T-O da vida quando pediram através dos alto falantes que o povo evacuasse a estação.

1. Aquela putaria quebrou meu dia.
2. Tomei um pé na bunda do mêtro.
3. Cadê o dinheiro da passagem?
4. pRA ONdE FORAM AS balas?
5. DeiXA prá Lá...

ps. Da próxima vez irei, mas com peito de ferro acinzentado certamente. rsr

Sílvio/Deghust Notícias disse...

C.I, está perdoado (risos). Eu também não estou dando ao Deghust a atenção adequada. Quem sabe um dia...

O importante é que você nos propociona posts interessantes. A dica da exposição do Marcelo Senna é 10.

Abraço e bom fim de semana

Nova Civilização disse...

A arte nos inspira vida. E ela está em um ponto estratégico muito forte (como você descreveu), justamente em um lugar de passagem em que corremos muito para chegar nos lugares... está nos chamando, pendindo para parar um pouquinho e sentir o que a vida pode nos proporcionar de bom!

obrigada pela partilhar!

beijinhos

Gisele

O Árabe disse...

É bom saber que você está de volta. E a postagem é muito válida, sim. A arte urbana precisa ser divulgada, sempre. :) Meu abraço, boa semana.

Conspiração Ideológica disse...

Daniel,

Eu mesmo nunca havia notado antes isso, um desperdício... Nem sabia que teve jazz no metrô... Perdi ...

rattlehead,
Tenho essa sensação que vc descreveu, de que estamos meio que ´treinados´ para essas coisas ´importantes´ e que sentiríamos muita falta de tudo isso... Se bem que talvez seja uma fase... Tenho amigos que foram para o interior, sofreram essa ´crise de abstinência´, mas depois de um bom tempo lá agora que não aguentam mais a cidade grande... Não sei se eu seria assim não, desconfio que não aguentaria viver longe disso tudo...

Lis,
Caramba!!!

Que experiência... E, sim, esse ciclo do vício pode explicar um pouco tudo isso...

Nova civilização,

É um local estratégico mesmo.. sem contar o simbolismo disso... Arte urbana na caótica estação da Sé...

Beijso!!

Árabe,

Bom tê-lo por aqui, acho que agora fico de vez, heheh... Uma boa semana para vc também, poeta...