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sábado, 12 de janeiro de 2013

Intermezzo

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Antes de continuar com a série de posts sobre a viagem, para manter o clima publicaremos aqui uma série de fotos conceituais sobre um clássico, um dos meus livros preferidos aliás, que se passa em Londres.

Essas fotos foram criadas pela co-autora do Blog, justamente para ilustrar essa parte da série sobre as nossas viagens.




domingo, 6 de janeiro de 2013

London Calling

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Introdução


Em sequência a ideia do post anterior, começarei a falar da viagem que fizémos em 2010 para a Europa. Antes da viagem em si, toda a preparação foi muito divertida (compra de guias, pesquisa do melhor pacote, roupas que seriam levadas), mas para não alongar o tema (na verdade fugir do tema), deixarei isso tudo para um outro momento (a nossa chegada ao enorme e vazio aeroporto de Barajas também valeria um post).

Fizémos um pacote que começava em Londres e terminava no   continente (França, Alemanha, Austria e Itália), passando por várias cidades (tentarei citar cada uma delas nos devidos posts de cada etapa).



A Chegada

Partimos em 28 de novembro e chegamos em Londres no dia seguinte lá pelas 14:00, num frio abaixo de zero...

A primeira impressão foi péssima, demoramos demais na fila para checar o passaporte (eu não achava o voucher com as passagens de volta e as reservas dos hotéis para mostrar ao funcionário do aeroporto que carimbaria o passaporte, permitindo a entrada na Europa).

Após esse susto inicial, partimos para o hotel no carro que a agência de viagens disponibilizou, com um simpático motorista português. Conversamos com ele e tivémos uma certa noção da vida de um imigrante em Londres com essa conversa (ele disse que a colônia portuguesa em Londres se isolava pois tinha idéias diferentes de diversão em relação ao londrinos, por exemplo, ele não compreendia a necessidade dos londrinos de encherem a cara num pub, disse que inglês ou trabalha ou enche a cara, não se divertia como 'nós' latinos,  que gostamos de receber amigos em casa... Me pareceu quase a contragosto de estar em Londres).

Chegamos ao hotel por volta das 15:00, um hotel muito simpático mas não tão bem localizado (em termos de distância dos pontos turísticos e do metrô). E aqui algo interessante aconteceu...


Quarto do Thistle City Barbican Hotel


O Fugitivo

Eu e minha esposa estávamos empolgadíssimos! Tínhamos uma boa parte do dia (ledo engano, a noite chegou pelas 17:00) livre, queríamos passear, sentir o clima das ruas, nosso primeiro dia em Londres, livres, para andar por onde desejássemos. A região não era lá grande coisa, mas qualquer coisa era motivo de alegria depois de quase um dia entre aeroportos, esperas e aviões. Estávamos em Londres!!! 

Colocamos rapidamente nossas roupas contra o frio (Deus abençoe a segunda pele!) e partimos como flechas para a portaria.

Lá encontramos um brasileiro, do mesmo pacote de viagens que o nosso (encontrar um outro conterrâneo em outro país sempre dá um certo alívio) e, como iríamos explorar o local, tive a idéia de convidá-lo para tomar um café conosco em algum lugar por perto. Ele nos respondeu educadamente que não poderia nos acompanhar naquele momento pois ia sair com uma amiga. Nos despedimos com um "Até amanhã no city tour!!", ele balançou a cabeça.. E nunca mais o vimos...

Descobrimos posteriormente que é uma prática comum para quem quer imigrar ilegalmente contratar uma agência de viagens como se pretendesse apenas passar férias e, no primeiro dia, abandonar tudo em busca do sonho de viver num país diferente, de um recomeço. 



Sem lenço nem documento, mas com passaporte...


Saímos do hotel indo exatamente na direção que nossos narizes apontavam (na verdade tinha uma vaga idéia dos arredores e do caminho até o metrô, uns 4-5 quarteirões,  pois já havia feito todo o caminho pelo street view do Google Maps uma dezena de vezes), estava frio, abaixo de zero, começava a escurecer e o clima era de dia comum, com as pessoas indo e vindo com seus afazeres diários. Não havia neve, apenas frio e uma certa humidade no ar.


                                                      Área perto do nosso Hotel, por onde andamos no primeiro dia.


Eu preciso confessar que um dos meus objetivos era adquirir um Ipod, queria comprar o mais rapidamente possível para poder usufruir de certos apps (como de localização, metrô, etc...) e ter acesso ao wifi do hotel. Então, passei a olhar as lojas com esse objetivo (enquanto minha esposa apenas observava as lojas e casas de maneira mais 'desapagada'). E eu comprei, mas deixarei esse episódio um pouco mais para frente...

Foi muito interessante esse primeiro passeio, livre, em outro país. É uma sensação alienígena mesmo. Você sabe que as pessoas ao seu redor são iguais a você, porém tão diferentes a ponto de não entenderem o que você diz. Dá uma sensação de distanciamento (a arquitetura, a língua, os costumes), mas ao mesmo tempo, quando você olha nos olhos dos transeuntes, você sabe que eles não só tem muitas semelhanças com você, mas também não sabem que você é estrangeiro (até que haja algum contato). O mundo deles continua girando no ritmo de sempre, independente da sua presença. E o nosso mundo se resume, naquele momento, a pequenas descobertas, completamente irrelevantes para eles, mas especialíssimas para nós. 


Não tenho idéia do nome disso. Comemos num ´boteco´ perto do hotel.

Não quero parecer um bobo encantado, não é isso... Não estava embasbacado com a cidade, mas maravilhado intimamente com a sensação de ser um caminhante alienígena (ainda mais em Londres, em que até mesmo os motoristas dirigem do lado 'errado' do carro). Creio que essa sensação desaparece aos poucos, com a vida cotidiana, mas isso não aconteceria conosco, pois passaríamos apenas 3 dias em Londres e com pouco tempo livre. Acho que o grande barato dessas viagens é exatamente esse, as pequenas diferenças entre o nosso mundo e o mundo estrangeiro, isso maravilha pelo contraste, pela descoberta. Dá um tom de satisfação mesmo onde não existe beleza, apenas por ser diferente. Mas também ajuda a valorizar o que temos e somos.

As clássicas cabines londrinas, não abra ou terá uma surpresa odorífica desagradável.


Primeiros dias, primeiros aprendizados


Finalizando essa primeira parte (que ficou maior do que eu imaginava), vou terminar com algumas lições / dicas que aprendi na pratica:

- Deixe separado, fácil, seu voucher com os hotéis reservados, etc... Na hora ´agá´ tudo fica mais confuso e a tendência é nos atrapalharmos um pouquinho.

- Luvas. As luvas daqui são ineficientes contra o inverno londrino. Compre luvas lá, mesmo em banquinhas de rua, se quiser voltar a sentir os dedos das mãos.

- Não tenha medo de parar uma pessoa na rua para perguntar indicações, sobretudo se o fizer na língua deles. Descobri que os londrinos são muito educados, prestativos e simpáticos.

- O conceito de 'longe do metrô' é muito diferente do nosso, lá 'longe do metrô' pode significar 4 quarteirões e uma caminhada agradável de menos de 15 minutos. Não se preocupe muito, observe o Google Maps e não fique apenas nas indicações de sites como Trip Advisor (as pessoas lá são muito exigentes).

- Aliás, não se passa muito tempo no hotel então, pelo menos para mim, hotel minimamente confortável e seguro é suficiente.

- Ah, sim, ficamos no Thistle City Barbican Hotel....

Continuo no próximo!




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Recomeço

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Resolvi reavivar o blog e tentarei mantê-lo ativo com posts regulares, porém iniciarei essa nova etapa com duas mudanças: A primeira e mais importante é a inclusão da minha esposa como editora, ela ajudará na manutenção do blog, na parte estética e no conteúdo. Aliás, é idéia dela dar uma aparência mais clean para facilitar a leitura dos textos.

A outra mudança, que poderá ser apenas temporária, é colocar um viés mais pessoal nos textos. Não pretendo falar da minha vida pessoal (não, não começarei a fazer posts herméticos com 'indiretas' sobre 'problemas' ou 'alegrias' de momentos da minha vida emoldurados por textos ou imagens que fora o autor, poucos entendem seu significado, não é essa a idéia desse blog, ja há suficente desse tipo de coisa no facebook e twitter por aí), mas tentarei colocar uma visão mais humana e pessoal em eventos normais da minha vida.

Por fim iniciando esse post, tentarei colocar algumas reminiscências de um momento muito rico da minha vida. A primeira viagem que fiz com minha esposa para a Europa. 

O tema em si pode parecer pedante, mas me esforçarei em fugir disso para mostrar não apenas a visão de uma pessoa comum, como eu (mesmo porquê com esse novo Brasil, graças a Deus, esse tipo de 'extravagância' é cada vez mais comum), mas também relatar um pouco do dia-a-dia de uma viagem internacional (uma primeira viagem) com um grupo de excursão.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pichação e Arte - Nada a ver...

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Existe um assunto que eu sempre quis debater mas também sempre tive um pouco de receio de trazer à baila, não apenas pela sensibilidade do assunto, mas também em razão da subjetividade inerente a ele, porém após ver a notícia do assassinato do dono de uma escola de música, que perdeu a vida ao defender o seu muro da ação de pichadores eu achei que estava na hora de tocar o dedo na ferida...

Primeiro, antes de entrar no debate, quero trazer uma definição, a mais bem aceita, do que é arte. Essa tarefa de definição de algo tão subjetivo é praticamente impossível, mas vamos pelo menos tentar iniciar de algum ponto:

Art is the product or process of deliberately arranging items (often with symbolicsignificance) in a way that influences and affects one or more of the senses,emotions, and intellect.

("Arte é o produto ou processo de arranjar deliberademente objetos (geralmente com significância simbólica) de forma a influenciar e afetar um ou mais das sensações, emoções ou intelecto.")

Pois bem, convenhamos que essa definição é pobre, mas reflitamos que uma definição de algo tão importante, em uma frase é impossível, razão pela qual podemos tentar fazer uma definição pessoal e/ou uma definição do que NÃO é arte. Acho isso mais fácil e lógico.

Primeiro, se usarmos a definição acima, praticamente TUDO é arte, inclusive um assassinato, por exemplo. Na minha humilde opinião, a arte é também libertária... Ela tem uma qualidade de libertar não apenas quem cria, mas também quem aprecia... Se, de alguma forma a arte for constrangedora da liberdade básica de outro ser humano, ela deixa de ser arte... Arte não se impõe pela força de vontade do criador (como uma lei, por exemplo), pois se impõe dessa forma, ela é uma manifestação extremada do ego, que se impõe à sensibilidade artística do criador. Quando eu assassino alguém, por mais ´artístico´ que seja a forma com que faço isso, deixa de ser arte pois a violência atravessa a liberdade individual (e criativa) de outra pessoa, constrangendo essa pessoa a ´fazer parte´ da sua arte, quer queira quer não queira, destruindo um dos pilares da criação artística que é a liberdade criativa. A arte para ser arte deve não apenas ser arte na cabeça de quem cria, mas também na de quem aprecia, se você ´força´ alguém a apreciar isso, ela deixa de ser libertária para ser constrangedora e torna-se uma forma de violência egoística... Essa é a minha opinião...

Pois bem, já nesse ponto expresso acima temos que pichação NÃO é arte por conta do seu caráter constrangedor de vandalismo, como se isso não bastasse, e aí eu vou para uma análise ainda mais pessoal e subjetiva, a pichação é claramente uma forma de extravasar sentimentos, na verdade sentimento de egoísmo... O pichador não quer fazer arte, ele quer aparecer (A ousadia conta mais do que o sentimento a ser demonstrado, quanto mais alta a pichação, melhor), se aproximaria mais de um esporte do que de uma arte. São assinaturas em forma de garranchos, que apontam sua ´ousadia´, querem mais do que mostrar sua ´arte´, mostrar que PODEM.  Nesse processo eles constrangem a criatividade e bom (ou mau) gosto dos outros, e não se importam com isso... Um muro de uma casa pintado de branco é a expressão criativa do morador, que escolheu sua cor, que melhor combina com sua idéia artística e o fez, apenas para ter sua forma de expressão tolhida por garranchos de outrem, que o faz não para demonstrar sua arte (não sejamos ingênuos), mas para dizer ´eu estive aqui´, muitas vezes para mostrar para os amigos e namoradinhas sua ´ousadia´.. Tanto é que em geral cada um usa o mesmo garrancho aqui e acolá... Fosse arte MESMO, o artista tocaria a campainha do dono do muro e pediria licença para pichar... Não, pichação não é arte, é apenas uma forma de extravasar o ego tolhido por motivos nunca bem entendidos, que se expõe de forma impositiva e violenta, desrespeitosa e, de acordo com a maioria das pessoas, feia... Na minha casa, por exemplo, temos uma fachada em pedra vermelha, planejávamos limpá-la pra deixá-la bonita, ao nosso modo, porém num belo dia a vimos pichada, e fomos forçados a desistir do plano de exprimir nossa sensibilidade criativa, no nosso muro, por conta do capricho de adolescentes com problemas de ego e falta de educação social...

Mas esse nem é o maior dos problemas... O maior dos problemas é que algumas pessoas estão tentando transformar isso em ´arte´... 



Na última bienal das artes de São Paulo houve um painel para os pichadores... Segundo um dos curadores-chefes a amostra concedeu esse espaço pois os pichadores questionaram,  "os limites usuais que separam o que é arte e o que é política - uma questão que interessa muito ao projeto curatorial desta Bienal"

Ocorre que com esse ato, a Bienal deu um certo ar de legitimidade a pichação, confundindo o que é arte com o que é vandalismo... Aliás a Bienal tem feito isso já há algum tempo, na sanha de procurar as luzes da mídia, ela se vende com polêmicas para atrair a atenção que não consegue mais ter pelo próprio poder da arte... Isso é triste tanto por demonstrar um afastamento do público da verdadeira arte quanto da curadoria em se entregar ao ´pop´ da polêmica fácil e que vende bem... Um BBB da arte em que os criadores fazem o papel de Pedro Bial e usam a cantilena de ´arte é democracia e liberdade, tudo é arte´, cuja veracidade quase consegue esconder a falsidade por trás da realidade financeira por trás disso tudo....

Ah, sim, não vamos confundir grafiteiros com pichadores... Um é  artista, o outro é apenas um contraventor e, às vezes, assassino...


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Uma nova era...

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Depois de longo e tenebroso inverno estou de volta para iniciar uma nova fase no nosso blog...

Decidi reanimar o blog trazendo a proposta original desse fórum de idéias: Convidando novos editores, ainda que tenham idéias bem contrárias às minhas (talvez por causa disso).

O primeiro desses editores se intitula Mágico de Oz, de dentro de seu bunker ele cultiva uma visão ... diferente... do mundo que vivemos. Encontrei (e debati) suas idéias por muito tempo e achei que seria uma prova de fogo para o nosso blog colocar seus textos a prova aqui em nosso blog.

Irei eu mesmo postar o primeiro texto dele, nesse post mesmo (talvez para temperar um pouco seu estilo irascível ou pelo fato dele não ter ainda seu mail devidamente configurado para postar pessoalmente suas idéias).

Informo, novamente, que as idéias a seguir expressas e todas assinadas pelo Mágico de Oz não constituem minhas convicções e ideologia (do editor Conspiração Ideológica), nem tampouco minha linha de pensamento (muito ao contrário). Mas o blog Conspiração Ideológica nasceu com a idéia de manter um debate franco, sem peias, sem preconceitos, no melhor estilo libertário que a Internet nos outorga, por isso saúdo um dos primeiros co-editores do blog, o Mágico de Oz!






Oz


ASSASSINOS do mundo regozijem-vos.

Nós brasileiros vos amamos, aqui, nestes país maravilhoso, onde se plantando tudo dá, agraciado por Deus e belo por natureza, mais que beleza, tem carnaval, tem nega Tereza, tem impunidade e malandragem, não aquela malandragem romântica, mas a malandragem real, aquela pra peixe grande.

Aqui vai ter copa do mundo e olimpíada, não se sabe ainda o preço. Mas pro malandro esperto é sinal de muitos lucros.

Não resta dúvida, somos o país do futuro.

Assassinos do mundo venham rápido.

Aqui vocês são bem vindos.

Somos o país do futuro, somos imorais e sem ética, vocês vão gostar.

Aqui vocês estarão seguros, nenhum país democrático pode pegar vocês aqui. Nós os protegeremos, vocês são o tipo de gente que queremos por aqui.

Aqui morou um tal de Gerson, um grande filósofo brasileiro, muito estudado por um tal de Luis Inácio. O lema do Gerson era tirar vantagem em tudo.

Por quê?

Porque ele era ESPERTO.

Se você for um assassino venha pra cá.

Se for um terrorista venha pra cá.

Venha pro paraíso, aqui seus crimes não valem nada. Pode matar a vontade, pode roubar a vontade, pode cometer os crimes mais vis que ninguém se importa.

O importante é fugir rápido de seu país e chegar aqui, são e salvo.

Nós não respeitamos tratados, nem sabemos bem o que é isso.

O Gerson nos ensinou muito bem, esse tal de tratado só vale quando é pra tirar vantagem de alguma coisa. Sem vantagem nada feito.

Corram pra cá. Vocês podem até virar brasileiros, viver aqui até morrer, sem responder por nenhum crime. Aqui vocês tem a ficha limpa. Aqui vocês são cidadãos modelo.

Sol, mar, praia, carnaval, futebol e impunidade. É o mundo perfeito.

Diplomacia por aqui é só para os nossos amigos.

Ditadores aqui viram democratas. Democratas são ditadores.

Aqui é Oz

Lula é nossa Dorothy, Dilma é nosso Leão, Tarso Genro o nosso homem de lata, e Amorim nosso Espantalho.

Aqui é a ilha da fantasia.

Lula é nossos Sr. Roarke, Dilma é o nosso Tattoo.

Para nossa diplomacia, preso político é bandido e preso comum é perseguido político.

Aqui nós não gostamos de açougueiros, porque quem come carne é burguês e quem alimenta burguês não merece nossos sentimentos.

Aqui, assassino, você pode ser imigrante, ter carteira de identidade, de trabalho, até passaporte. Você vira brasileiro.

As famílias das pessoas assassinadas só me resta dizer DANEM-SE. Memória das pessoas assassinadas não valem nada, nada mesmo. Aqui no brasil nós estamos rindo da memória dos mortos.

Terrorista aqui é bem vindo, se for de esquerda então é herói.

Assassinos do mundo venham para cá, nosso Cristo estará de braços abertos esperando por vocês, e o país não será uma mãe, mas uma prostituta, toda arreganhada para vocês fazerem o que quiserem em seu novo pais. Porque aqui as decisões são tomadas no apagar das luzes.

Bem vindos à Ilha da Fantasia, bem vindos a nossa querida Oz.

Brasil, o país dos assassinos e terroristas, ame-o ou deixe-o, e que o último feche a porta.

Mágico de Oz.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Morre o genial escritor J.D. Salinger, autor do livro "O Apanhador no Campo de Centeio"

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Morreu nessa quinta-feira o escritor J.D. Salinger, considerado por muitos um dos melhores escritores norte-americanos de todos os tempos. O recluso escritor ficou famoso principalmente por conta da obra-prima "O Apanhador no Campo de Centeio" e de seu personagem principal, Holden Caulfield.

"O Apanhador no Campo de Centeio", para quem não leu, conta a volta para casa do adolescente Holden Caufield, suas angústias e seu modo peculiar (e um tanto revoltado e perturbador) de ver o mundo. Cheio de sentimentos, como uma panela de pressão, o visceral personagem-adolescente descortina as angústias e o sentimento alienígena que muitos adolescentes sofrem... Muitas pessoas com quem eu conversei e leram esse livro não entenderam bem a genialidade da obra, pois confunde-se muito história eletrizante com o bem-escrever... A genialidade de Salinger é traçar o retrato de Caulfield de forma absurdamente realista, crua e inteligente.... Caufield existe e está ao seu lado enquanto você lê o livro... Não há uma história a ser contada no sentido holywoodiano da coisa, não há surpresas (não, não há uma cena em que Holden acusa o vilão de ter matado seu pai e esse vilão fala ´Holden, eu não matei o seu pai, eu sou o seu pai!!!´), há apenas a raiz do adolescente à mostra de maneira habilidosíssima....

Chapman e o Apanhador no Campo de Centeio


Mark David Chapman, assassino de John Lennon estava lendo o livro pouco antes de tentar o suicídio e assim como o atirador que tentou assassinar o ator/presidente Ronald Reagan, afirmou que o livro lhe serviu de inspiração para o crime... Na verdade o livro mexe com o nosso íntimo por conta da viagem que fazemos dentro da alma de Caulfield, um adolescente que se sente perdido num mundo sem muito sentido para ele...

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Expresso turístico da CPTM: Uma opção de lazer pouco conhecida.

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Recentemente, ao passar pela bela Estação da Luz aqui de São Paulo, fiquei sabendo da existência de um tal de Expresso Turístico da CPTM. Curioso como sou, fui pesquisar melhor sobre o assunto e tive uma agradável surpresa.

O Expresso Turístico da CPTM é um passeio (pago, fique claro) com três rotas a escolher (Luz - Mogi da Cruzes, Luz - Paranapiacaba e Luz - Jundiaí).  O trem de 1962 não parece ter lá muito charme, porém aparenta ser bastante confortável. Não foi inicialmente construído para essa finalidade, era um trem comum da CPTM que fazia a linha chamada ´Araraquaense´ e foi adaptado pela CPTM para o turismo, inclusive a tripulação usa uniformes para dar mais ´clima´ de turismo.

Como disse há 3 rotas, com roteiros e horários diferentes... Todas as rotas custam R$28,00 a passagem, e há descontos na compra de mais passagens para acompanhantes. Por exemplo, a rota Luz-Jundiaí mostra, segundo a CPTM, todo aquele clima britânico das Railroads, já que as arquiteturas das estações estão preservadas, tudo isso emoldurado pela natureza que embeleza a viagem. Também, dentro desses roteiro, pode-se optar por passeios nas cidades, recomendados pela CPTM e om preço avulso, como por exemplo, em Jundiaí têm-se o Roteiro Rural (também conhecido como Circuito das Frutas), que dependendo do sábado em que se vai, pode-se visitar vinhedos, sentir o sabor das frutas, ver como é o dia-a-dia no interior de São Paulo... Esse último, de todos, foi o que mais me atraiu... Têm saída aos sábados, 08:00 mas recomenda-se a compra antecipada, pois o número de lugares é limitado. O retorno ocorre às  16:30 e em Jundiaí há ainda outros roteiros, como o Circuito Cultural e o Circuito Ecológico.

Outro passeio com roteiros alternativos (e pagos em separado) é o de Mogi das Cruzes, com o Circuito das Flores, Circuito Ecológico e Circuito Cultural, com saída aos domingos 08:30 e retorno do trem às 16:30. Ah, sim, a viagem de trem para Mogi, por exemplo, dura 2 horas...

Me parece uma boa pedida para quem quer desanuviar a cabeça com um passeio bucólico.