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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Morre o genial escritor J.D. Salinger, autor do livro "O Apanhador no Campo de Centeio"

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Morreu nessa quinta-feira o escritor J.D. Salinger, considerado por muitos um dos melhores escritores norte-americanos de todos os tempos. O recluso escritor ficou famoso principalmente por conta da obra-prima "O Apanhador no Campo de Centeio" e de seu personagem principal, Holden Caulfield.

"O Apanhador no Campo de Centeio", para quem não leu, conta a volta para casa do adolescente Holden Caufield, suas angústias e seu modo peculiar (e um tanto revoltado e perturbador) de ver o mundo. Cheio de sentimentos, como uma panela de pressão, o visceral personagem-adolescente descortina as angústias e o sentimento alienígena que muitos adolescentes sofrem... Muitas pessoas com quem eu conversei e leram esse livro não entenderam bem a genialidade da obra, pois confunde-se muito história eletrizante com o bem-escrever... A genialidade de Salinger é traçar o retrato de Caulfield de forma absurdamente realista, crua e inteligente.... Caufield existe e está ao seu lado enquanto você lê o livro... Não há uma história a ser contada no sentido holywoodiano da coisa, não há surpresas (não, não há uma cena em que Holden acusa o vilão de ter matado seu pai e esse vilão fala ´Holden, eu não matei o seu pai, eu sou o seu pai!!!´), há apenas a raiz do adolescente à mostra de maneira habilidosíssima....

Chapman e o Apanhador no Campo de Centeio


Mark David Chapman, assassino de John Lennon estava lendo o livro pouco antes de tentar o suicídio e assim como o atirador que tentou assassinar o ator/presidente Ronald Reagan, afirmou que o livro lhe serviu de inspiração para o crime... Na verdade o livro mexe com o nosso íntimo por conta da viagem que fazemos dentro da alma de Caulfield, um adolescente que se sente perdido num mundo sem muito sentido para ele...

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Expresso turístico da CPTM: Uma opção de lazer pouco conhecida.

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Recentemente, ao passar pela bela Estação da Luz aqui de São Paulo, fiquei sabendo da existência de um tal de Expresso Turístico da CPTM. Curioso como sou, fui pesquisar melhor sobre o assunto e tive uma agradável surpresa.

O Expresso Turístico da CPTM é um passeio (pago, fique claro) com três rotas a escolher (Luz - Mogi da Cruzes, Luz - Paranapiacaba e Luz - Jundiaí).  O trem de 1962 não parece ter lá muito charme, porém aparenta ser bastante confortável. Não foi inicialmente construído para essa finalidade, era um trem comum da CPTM que fazia a linha chamada ´Araraquaense´ e foi adaptado pela CPTM para o turismo, inclusive a tripulação usa uniformes para dar mais ´clima´ de turismo.

Como disse há 3 rotas, com roteiros e horários diferentes... Todas as rotas custam R$28,00 a passagem, e há descontos na compra de mais passagens para acompanhantes. Por exemplo, a rota Luz-Jundiaí mostra, segundo a CPTM, todo aquele clima britânico das Railroads, já que as arquiteturas das estações estão preservadas, tudo isso emoldurado pela natureza que embeleza a viagem. Também, dentro desses roteiro, pode-se optar por passeios nas cidades, recomendados pela CPTM e om preço avulso, como por exemplo, em Jundiaí têm-se o Roteiro Rural (também conhecido como Circuito das Frutas), que dependendo do sábado em que se vai, pode-se visitar vinhedos, sentir o sabor das frutas, ver como é o dia-a-dia no interior de São Paulo... Esse último, de todos, foi o que mais me atraiu... Têm saída aos sábados, 08:00 mas recomenda-se a compra antecipada, pois o número de lugares é limitado. O retorno ocorre às  16:30 e em Jundiaí há ainda outros roteiros, como o Circuito Cultural e o Circuito Ecológico.

Outro passeio com roteiros alternativos (e pagos em separado) é o de Mogi das Cruzes, com o Circuito das Flores, Circuito Ecológico e Circuito Cultural, com saída aos domingos 08:30 e retorno do trem às 16:30. Ah, sim, a viagem de trem para Mogi, por exemplo, dura 2 horas...

Me parece uma boa pedida para quem quer desanuviar a cabeça com um passeio bucólico.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

São Paulo à Lápis: Exposição no metrô Sé, de Marcelo Senna.

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Antes de mais nada quero pedir desculpas pela morosidade em atualizar esse blog. Estou trabalhando bastante, o que tomou muito tempo nesses últimos dias. Felizmente espero voltar ao ritmo normal agora...


Bom, essa postagem de hoje é sobre algo que eu aprecio muito, arte urbana... Estava eu no metrô Sé, no centro de São Paulo e encontrei uma excelente oportunidade para fugir um pouco do caos do metrô e me deliciei com a arte de Marcelo Senna, que está em exposição no metrô Sé... O que me atrai nesse tipo de obra é a eletricidade que o ambiente urbano traz à tona e é muito bem captado por alguns artistas. No caso da exposição da Sé pode-se notar um pouco de problemas em relação à perspectiva em algumas obras, porém é inegável a energia da obra e a qualidade como um todo...


Ver essa obra me fez pensar o quão urbano eu sou... Gosto muito do campo, da praia, da paz, mas tudo isso é um tanto distante para mim, meio alienígena... Sabe aquela sensação que se têm de e gostar de algo, mas de não pertencer a isso e ter até um pouco de medo de que aquilo que gostamos, seja, na verdade, mais uma ilusão criada por uma esperança de uma ´terra melhor´ do que realidade? Poisé, é mais ou menso o que eu sinto... Sei intelectual e sentimentalmente que a paz do campo, da praia, da natureza é melhor do que a loucura urbana, mas temo estar já muito ´contaminado´ com isso a ponto de talvez não me adaptar a um lugar sem essa energia vibrante, caótica de uma grande cidade...


Voltando a arte urbana, achei interessante também se trazer esse tipo de cultura para o público em geral, principalmente essa do Marcelo Senna, bem no meio do metrô mais movimentado de São Paulo...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Carta do cacique Seattle ao Presidente dos EUA: Uma carta de 1855 vaticina o futuro ecológico da humanidade.

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Quando ainda estava na faculdade de Direito levei uma porrada na cara quando minha professora de Direito Civil, que ministrava aula sobre posse e propriedade nos leu uma carta de um certo cacique Seattle, da tribo Suquamish endereçada ao Presidente dos EUA em 1855. Essa carta dizia respeito a sua posição referente a intenção dos EUA em comprar as terras dos índios. Sem demagogia rala, o interessante nessa carta não é apenas a sabedoria da carta em si, mas também a forma diferente de pensar que ela nos traz, e a lógica incomensurável que bate dentro de nós como uma verdade há muito esquecida. Não sei quanto a vocês, mas a impressão que tive (e tenho) ao ler tal carta é de que vivemos num mundo falso, irreal, extremamente infantil e fantasioso em que tendemos a ignorar outras formas de pensamento e filosofias que não se enquadram no nosso meio de pensar e viver e queremos moldar tudo que existe a nossa volta, até mesmo aquilo que é alheio ao nosso mundo, que não compreendemos nem bem para que serve, ao nosso ´quadradinho´, ao nosso mundinho fechado. Enfim, depois da leitura da carta, a professora (bem me lembro do nome dela, Martha) continuou sua exposição sobre a Teoria de Ihering, e como a posse é adquirida pelo ´ter aparência de dono´, voltando assim ao real mundo do irreal... Eis a carta:











"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.


Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.


Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.


Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.



Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.


Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.


De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.


Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Veja aqui o Nexus One, ou Google Phone, o novo celular que promete briga contra o Iphone e Blackberry . Mas não no Brasil (pelo menos por enquanto)

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Chegou o tão esperado celular do Google, o Nexus One... E você deve estar se perguntando qual a diferença entre esse celular e os outros gigantes como o IPhone da Apple...


Para começar ele é menor e usa o processador Snapdragon, da Qualcomm que com 1 Ghz é o processador mais rápido do mercado, embora não seja uma novidade já que os celulares Toshiba TG01 e no Xperia X10 da Ericson também o utiliza....


Usará o sistema operacional Android 2.1 e, com essa combinação de hardware e software poderosos, tornou-se o celular mais rápido em termos de carregamento de software.


Ele já virá desbloqueado e custará, nos EUA, US$ 580 desbloqueado ou US$ 180 com um plano de fidelidade de 2 anos com a T-Mobile norte-americana... Por enquanto ele não está disponível no Brasil, mas deverá ser trazido ao nosso país pela operadora TIM (em breve, esperamos).


Agora, para os aficcionados, eis as especificações técnicas:

Medidas:


Tamanho: 119mm

Largura: 59.8mm

Espessura: 11.5mm (menos que o IPhone)

Peso: 130 grams com bateria , 100g sem bateria


Tela

3.7- polegadas (diagonal) widescreen WVGA AMOLED touchscreen

800 x 480 pixels

100,000:1 typical contrast ratio

1ms: typical response rate


Camera & Flash

5 megapixels

Autofoco de 6cm até o infinito

2X de zoom digital

LED flash

Usuários poderão incluir um local para as fotos do receptor AGPS do celular

Câmera (captura) de vídeo em 720x480 pixels a 20 quadros por segundo ou mais, dependendo das condições de iluminação.


Bateria e alimentação

Bateria removível de 1400 mAH

Cargas aa 480mA da USB e 980mA do carregador

Tempo de uso (falando): Cerca de 10 hours no 2G

                                      Cerca to 7 hours no 3G

Tempo em standby:  Cerca de 290 horas no 2G e cerca de 250 horas no 3G

Usando a Internet: Cerca de 5 horas no 3G Cerca de 6.5 horas no Wi-Fi

Reprodução de vídeo: Cerca de 7 hours

Reprodução de áudio: Cerca de 20 hours


Processador

Qualcomm QSD 8250 1 GHz


Sistema Operacional

Android Mobile Technology Platform 2.1 (Eclair)


Capacidade

512MB Flash

512MB RAM

4GB Micro SD Card (Expansível até 32 GB)


Celular & Wireless

UMTS Band 1/4/8 (2100/AWS/900)

HSDPA 7.2Mbps

HSUPA 2Mbps

GSM/EDGE (850, 900, 1800, 1900 MHz)

Wi-Fi (802.11b/g)

Bluetooth 2.1 + EDR

A2DP stereo Bluetooth


Localizador

Assisted global positioning system (AGPS) receiver

Cell tower and Wi-Fi positioning

Digital compass

Accelerometer

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Boris Casoy ofende garis no Jornal da Band de fim de ano

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Não resisti, estou de férias, longe de tudo mas fiquei sabendo do que o Sr. Boris Casoy fez...

Em off, Boris Casoy, após a apresentação de dois garis, que desejaram um bom-ano no Jornal da Band no dia 31 de dezembro de 2009, o sempre falso Boris Casoy largou a seguinte frase "Que merda… Dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… Dois lixeiros… O mais baixo da escala do trabalho”.


Com isso o Casoy mostrou todo o seu desprezo, prepotência e arrogância, além de despreparo e falta de inteligência, que não conseguiu aplacar com sua entrevista à Folha de São Paulo em que pede desculpas pelo ocorrido porém, na mesma entrevista, demonstra não se arrepender ao dizer que a ´infelicidade´ foi o microfone estar aberto...("Foi um erro. Vazou. Era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados"). Mas isso tudo, esse ranço contra a força popular, contra a democracia é totalmente explicável pela sua história


Para quem não sabe, o Boris Casoy, considerado por muitos incautos um grande jornalista, com seu bordão ´isso é uma vergonha´, tem um histórico que lhe persegue e perseguirá durante muito tempo. Foi membro do Comando de Caça a Comunistas (CCC), grupo ultra-direitista formado por alunos da Faculdade Mackenzie (SP) que apoiavam a ditadura militar e usavam de violência contra estudantes que lutavam contra a ditadura, em especial os alunos da filosofia da PUC/SP, sempre esteve na vanguarda da luta contra o Brasil, ajudou nos descalabros que os militares cometeram contra o nosso país, em especial no governo Médici, mas como temos uma memória curta, logo tornou-se um símbolo do jornalismo de vanguarda, desapegado e raivoso contra as ´injustiças´ (como as cometidas pela ditadura, que apoiou durante toda sua vida? não, certamente não..). Nessa época em que reconstruiu sua imagem (como é fácil fazer isso no nosso país sem memória), teve vários ´tropeços´, como quando praticamente elegeu Jânio Quadros, o maluco ultra-direitista, prefeito de São Paulo ao questionar o candidato líder nas pesquisas na época, Fernando Henrique Cardoso, se ele acreditava em Deus... Também criticou ferozmente o governo Lula, não perdendo oportunidade de diminuir o ex-torneiro mecânico que se tornou o presidente mais popular do mundo.

Boris Casoy faz parte de uma estirpe de ´jornalistas´ que utilizam o quarto poder para fazer valer sua ignorância e seus preconceitos (não são a mesma coisa?), mantendo um glamour por fora e toda sua falta de ética por dentro. Incrivelmente fazem da sua ignorância, prepotência e orgulho um ´estilo´ de vanguarda. Sua falta de ética transforma-se em ´liberdade e desapego´, seu ódio se transforma em ´crítica racional´ e, pior, seus interesses pessoais transformam-se em ´interesse popular´... Dessa tipo temos Armando Nogueira, que editou  o Jornal Nacional de modo que o debate entre Lula e Collor parecesse uma surra do segundo sobre o primeiro, e agora posa de ´poeta do esporte´, reverenciado pelos sem-memória.... Diogo Mainardi, dos Civita, colunista na revista Veja e pensa ser o novo Paulo Francis, confundindo talento com polêmica, sempre a serviço dos interesses maiores dos menores...

Em tempo, os garis trabalham muito e recebem pouco, são eles que limpam o chão que nós sujamos e sem eles teríamos ainda maiores problemas de enchentes e saúde pública. São poucos da ´elite´ que têm a grandeza de alma de se sujeitar a esse labor todo em troca de tão pouco, e ainda das humilhações que muitas vezes sofrem por parte daqueles que não têm metade do seu valor... 

Não era para eu postar nada nessas férias, porém não resisti....

domingo, 3 de janeiro de 2010

Postagem de férias...

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Essa postagem de hoje é um pouco mais pessoal, para não passar em branco, explicarei um pouco de onde estou e o que estou fazendo e a razão por não atualizar o blog como faço normalmente.

Estou aqui no litoral sul de Santa Catarina, com minha namorada (editora do blog Shampoo Azul), há pouco mais de uma quadra da praia, daqui posso ouvir o som das ondas, o sol está a pino, o céu azul, quase totalmente limpo, acabei de comer uns peixinhos fritos, recém pescados... Daqui há pouco irei passear a beira do mar, está uma brisa muito boa, que não nos deixa sentir o calorão do sol alto...


Infelizmente o mar não está muito bom, estive de manhã e a água está meio barrenta, devido a chuvas ao longe, que trazem o barro para o mar daqui...


Ah... Comida saudável, bebida saudável. Quero sentir a natureza, REAL, ar puro, brisa do mar, sem artificialismo nenhum, sem vícios nenhum (Que criamos para nós mesmos pq. a indústria nos fala que é ´cool´ e ´normal´). Fico triste que no fim de ano, à noite, nessa natureza exuberante, várias pessoas achem que é ´legal´ compurscar esses momentos de natureza com o artificialismo, seja o baseado, a bebida alcóolica excessiva ou qualquer forma de substância que altera a nossa percepção e o nosso sentir... E no ano-novo isso acontece bastante.

Bom, por essa razão não pretendo fazer nenhum post como usualmente faço aqui, a internet não é de fácil acesso e sempre que faço um post eu coloco muito pensamento e reflexão nele, e em geral são reflexões que tendem a uma seriedade e concentração incompatíveis com com o momento de descanso e tranqüilidade que estou agora... Dia 11 de janeiro retornarei ao mundo irreal de trabalho e correria, aí então voltarei a trabalhar mais também no blog. Até lá, obrigado a todos pela sua presença e peço um pouco mais de paciência, vários assuntos a discutirmos e estou ansioso para compartilhá-los com vocês, saber da suas opiniões e reflexões. Espero que todos estejam tendo um ótimo início de ano!