Muito se fala sobre a reforma política, aliás muito se fala e pouco se faz a esse respeito, então decidi dar minha opinião sobre o assunto.
Antes de mais nada, vale lembrar o que vêm a ser reforma política. Reforma política é um conjunto de medidas (emendas constitucionais e reforma de leis eleitorais já existentes) que visam, em tese, prover melhor o povo brasileiro de representatividade ao mesmo tempo que tenta melhorar o ´nível´ dos políticos eleitos. A lógica, da qual eu não tenho tanta certeza se é válida, é que havendo maior representatividade haverá melhor qualidade dos políticos. Não que eu discorde disso, acho mesmo que pouca representatividade representa pouca qualidade, mas não tenho certeza se apenas maior representatividade é suficiente para sanearmos o quadro político brasileiro...
Enfim, sem fugir do assunto, vou aqui falar de alguns pontos dessa cálice sagrado chamada reforma política, dando minha opinião sobre alguns aspectos (esmiuçarei apenas alguns pontos, que eu acho os que são suficientes).
1 - Voto distrital - Nesse sistema o Estado é dividido em distritos com mais ou menos o mesmo número de eleitores, e cada distrito elege um deputado... Ou seja, poderíamos ter uns 5 distritos apenas na capital de São Paulo, em que vc elegeria o SEU deputado, do SEU distrito, dando maior ligação entre vc e o seu deputado. Pode-se também ter o voto distrital misto, como é na Alemanha, em que se usa o sistema explicado acima e também o voto proporcional, ou seja vc elege o seu deputado, do seu distrito e também um deputado (ou mais) por partido, seguindo a regra do mais votado pela proporção de votos de cada partido (mais ou menos como é hoje). Eu não estou certo se a melhor opção é o voto distrital simples ou o voto distrital misto... Mas certamente eu prefiro ao sistema distrital, onde há uma maior ligação entre a população e o seu deputado, além de uma maior justiça na proporcionalidade de voto/população.
Obs: Após um pouco mais de pesquisa cheguei a uma conclusão oposta A essa professada acima... O voto distrital simplesmente destruirá o projeto que vêm alavancando o Brasil. O voto distrital cria ´feudos´ políticos, dividindo o país em setores político e até mesmo culturais. Aquilo que nos dá força, deixaríamos de ser homogêneos, pensaríamos cada vez mais egoisticamente em nosso ´distrito´, esquecendo que o Brasil é um país de todos, intimamente interligado. Serviria apenas a xenofobia, ao egoísmo e aos interesses elitizados, eis que é mais fácil você gastar muito dinheiro num distrito, mantendo esse distrito nas mãos de poucos (é mais fácil enganar poucos com dinheiro do que muitos). De fato, esse é um projeto que visa ´retornar´ o poder democrático para a s mãos de poucos, egoístas e com pouca visão. É mais fácil, por exemplo, controlar São Paulo, do que o Brasil inteiro, então tripliquemos o voto de São Paulo, de forma que o controle político fique tão somente nas mãos dos paulistas... Não que isso seja bom para o Brasil (e para São Paulo), mas é que os paulistas são mais controláveis, estão mais acostumados a andar na coleira da imprensa e dos poderes constituídos (apenas em São Paulo eles resistem bravamente). Mantive o texto anterior por pura honestidade intelectual, mas discordo, hoje, de tudo isso que lá foi escrito, sem a devida reflexão. Agradecimentos a Veja, Folha de São Paulo, Estadão e Globo por abrir meus olhos no sentido de ´Epa, se esse povo está a favor, então têm algum problema aí, vamos pesquisar um pouco mais...´
Obs: Após um pouco mais de pesquisa cheguei a uma conclusão oposta A essa professada acima... O voto distrital simplesmente destruirá o projeto que vêm alavancando o Brasil. O voto distrital cria ´feudos´ políticos, dividindo o país em setores político e até mesmo culturais. Aquilo que nos dá força, deixaríamos de ser homogêneos, pensaríamos cada vez mais egoisticamente em nosso ´distrito´, esquecendo que o Brasil é um país de todos, intimamente interligado. Serviria apenas a xenofobia, ao egoísmo e aos interesses elitizados, eis que é mais fácil você gastar muito dinheiro num distrito, mantendo esse distrito nas mãos de poucos (é mais fácil enganar poucos com dinheiro do que muitos). De fato, esse é um projeto que visa ´retornar´ o poder democrático para a s mãos de poucos, egoístas e com pouca visão. É mais fácil, por exemplo, controlar São Paulo, do que o Brasil inteiro, então tripliquemos o voto de São Paulo, de forma que o controle político fique tão somente nas mãos dos paulistas... Não que isso seja bom para o Brasil (e para São Paulo), mas é que os paulistas são mais controláveis, estão mais acostumados a andar na coleira da imprensa e dos poderes constituídos (apenas em São Paulo eles resistem bravamente). Mantive o texto anterior por pura honestidade intelectual, mas discordo, hoje, de tudo isso que lá foi escrito, sem a devida reflexão. Agradecimentos a Veja, Folha de São Paulo, Estadão e Globo por abrir meus olhos no sentido de ´Epa, se esse povo está a favor, então têm algum problema aí, vamos pesquisar um pouco mais...´
2 - Mudança de critério para definição de suplentes de Senador. - Sem dúvida absolutamente necessário, não podemos eleger alguém para o legislativo e esse alguém sair e deixar um desconhecido em seu lugar.
3 - Voto aberto no Senado, Câmara de Deputados, Assembléias Estaduais, Câmara de Vereadores quando se tratar de apreciação de cassação de mandato. - Assim poderemos ver que apito toca cada um...
4 - A renúncia de um cargo não livrar o parlamentar ou governante de ter seu processo de cassação finalizado e imputado sentença de perda de direitos políticos por prazo determinado. - Muito óbvio, lógico e democrático...
5 - Fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais (deputados e vereadores). - Acabam-se as alianças sem ideologia com fim puramente eleitoreiros...
6 - Não obrigatoriedade do voto - Para mim esse é o ponto principal, em conjunto com o voto distrital. Se vc for votar, vc saberá o que está fazendo e não apenas votando por obrigação. Poderá ser o fim dos currais eleitorais.

9 comentários:
Bom dia!
Lendo seu texto veio-me à mente que o povo brasileiro não tem memória, e portanto nunca sabe o por quê dos por quês.
Mas, é bom aqui lembrar que antes da era Lula havia no Brasil apenas dois partidos: Arena e PMDB.
Arena era encabeçada pelo Sr. Paulo Maluf e PMDB pelo Sr. Franco Montoro. E os militares apareciam como presidentes da republica.
A coisa era bem "simples" antes da carreata de politicos. E o Sr. Luis Inácio Lula da Silva arriscou o pescoço como todo mundo sabe.
No Brasil -como todo mundo sabe- quem fala demais ou morre, ou vira político. E a pegada do Lula: Meus companheiros, deu certo.
Certo pra quem? (Boa pergunta?)
Resta lembrar a frase pronunciada pelo ex-presidente francês Charles de Gaulle em tempos idos: "Le Brésil n’est pas um pays sérieux" (O Brasil não é um país sério).
Entretanto, não podemos desconsiderar que foi "gritando" que Lula chegou onde chegou, e se outros fizerem o mesmo, chegarão no mesmo lugar.
Resta ver quem!?
É verdade, a ARENA reunia o apoio civil aos militares, a ditadura militar. Depois de 78, a ARENA tornou-se o PDS de Paulo Maluf e lutou contra o movimento que pedia a volta da democracia ao país, as Diretas Já (da emenda Dante de Oliveira), ou seja a ARENA (depois PDS) sempre esteve contra os movimentos populares, democráticos. Eram da ARENA os prefeitos e governadores biônicos que a ditadura nos enfiava goela abaixo. Pouco depois, o PDS dividu-se e formou o PFL, que continha a ´nata´ da ARENA , como os Magalhães da Bahia entre outros... E agora o PFL, ex-ARENA se intitula DEM de DEMocratas, oq só pode ser uma piada. Quanto ao MDB, aquele espírito acabou e se criou o PMDB, fisiologista, elefante branco e aqueels que quiseram continuar o sonho democrático de uam forma mais limpa fundaram outros partidos, os ditos de esquerda em especial...
Abraços
Cara concordo com vc ,assim concordo com a reforma politica.Portanto saliento que é insuficiente,por sinal, não sei o que de alternativo seria melhor do que essa reforma.Mas só saberemos exprimentando.É errando que a gente aprende.
Mas acho que falta uma coisa maior para realmente a gente (brasileiros) ter um sitema politico eficiente em todos os sentidos.
O voto distrital pode ser uma boa ,porém em teoria perfiro o misto mesmo.O caso de suplente mesma coisa.Já no caso das votações tem que ser abertas em todos so casos,sem exeção.Se o politico renuncia, ele tem que ser punido pela justiça comum e eleitoral ,mesmo se ele não pertençe ao quadro do poder plubico no momento.Já sobre as coligações não comeprendi bem o resultado positivo disso não...O voto facultativo é encensial e além de toas essas medidas,sugiro acabar com os beneficios para os politicos como: aposentorias caras por pouco tempo de serviço,imunidade parlamentar,e considerar crime endiondo ,sem fiança, o crime de curupção.
ABS!
Putz, excelente discussão. Para mim do 2 em diante são obrigatórios! Mas o 6 é especial pois eu sempre discuto sobre isso, acho que deveria haver um concurso federal para conquista do direito de votar, renovável anualmente, ou seja, os cidadãos brasileiros se submeteriam a uma prova sobre conhecimentos gerais e políticos para mostrarem seu conhecimento de história política e do Brasil, e sobre os cargos pelos quais votarão. Meus parabéns pelo post e pelo blog, me educo a cada visita!
grande abraço!
Bom dia...
Parece-me que tudo o que se faz concorre à questão das essências, dos principios, da ética, da sensatez sobretudo.
Lembrando que o próprio tema da bandeira nacional instaga-nos a acreditar que verdadeiramente ORDEM É PROGRESSO.
Entretanto, tocando nesse assunto ordem, principios, essência, conpostura, ética, lembrei de uma piada que me contaram...
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O Filho do Político.
O filho de um político acabara de nascer, e ainda na maternidade, dentro da sala de parto, o médico batia insistentemente na criança.
A mãe ainda deitada assistia ao episódio, e revoltada esbravejou: Dr. o senhor não precisa mais continuar batendo no meu filho porque ele já está chorando.
O médico mostrado ar de desalento retruca: Senhora, estou batendo no seu filho porque ele não quer largar de jeito nenhum o meu relógio.
Boa semana...
Olá,
parabéns pelo post. Realmente são tantas reformas a fazer por esse Brasil.... mas enquanto isso... lhe desejo uma reformar mais interesante; a de uma ano novo repleto de paz e prosperidade!
Feliz Ano Novo,
com carinho
Gisele
Bem abordado o delicado tema. Este é mais um importante assunto, que as nossas excelências jogaram para o ano que vem. :( Feliz 2010, amigo! Saúde e paz.
Olá pessoal, estou aqui apenas para dizer que estou de férias e que dia 11 estarei de volta com novidades e novos posts....
Apenas mesmo para desejar um Feliz 2010 para você e sua família.
Depois leio com calma as postagens que não vi.
Estou comentando aqui ouvindo Civil War do Guns.
Abs
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